l e n t a
é a luz
se aceptamos a hipótese
d u n u n i v e r s o i n f i n i t o
l e n t a s
as sombras
que asolagan
o h u m o r v í t r e o
e así
o poema aspira a ser
u n h a o n d a e t e r n a
(e non un eco)
n a m e m o r i a
é a luz
se aceptamos a hipótese
d u n u n i v e r s o i n f i n i t o
l e n t a s
as sombras
que asolagan
o h u m o r v í t r e o
e así
o poema aspira a ser
u n h a o n d a e t e r n a
(e non un eco)
n a m e m o r i a